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A importância do arquiteto em sua obra

A importância do arquiteto em sua obra

O acompanhamento profissional dará tranquilidade à sua obra, além da economia. Este é o raciocínio que o mogimiriano Eduardo de Alcântara Dias, arquiteto e urbanista proprietário da Alcântara Dias – Arquitetura & Imóveis, que tira dúvidas para quem tem interesse em construir ou reformar um imóvel. Profissional no mercado há mais de 17 anos, Eduardo conta um pouco de seu trabalho e também da necessidade de conhecer o perfil de seu cliente para apresentar o projeto mais viável.

Ainda como estudante de Arquitetura e Urbanismo, Eduardo Dias estagiou no setor de aprovação de projetos da Prefeitura, antes de iniciar carreira definitiva. Participou de cursos e de grandes eventos da área, se especializou e enriqueceu seu currículo. Criou a Alcântara Dias, sua própria empresa de arquitetura. Atendeu não só a clientes residenciais, como para empresas, prestadores de serviços e comércios.

Também participa de trabalhos culturais e sociais. Foi membro do Conselho de Cultura e atualmente faz parte do Cedoch (Centro de Documentação Histórica de Mogi Mirim). Em entrevista, ele explicou um pouco do papel do arquiteto e da importância de se contar com um profissional desta área para oferecer a melhor prestação de serviço.

Por que você recomenda o trabalho de um arquiteto para construir ou reformar uma casa?
Ele é um profissional importante porque ajuda o cliente a economizar. Antigamente, prevalecia um jargão que dizia ‘não contrate arquiteto porque o serviço de arquiteto é caro’. Antes, a pessoa reformava por conta própria ou até com a ajuda de um engenheiro civil. E foi se constatando ao longo dos anos, com essa prática do passado, que não era viável. O resultado final nunca era o que a pessoa desejava. Às vezes, ficava com ares de remendo. E construção civil, dependendo se for reforma ou uma nova construção, o investimento é muito alto e a pessoa chega ao final e ficará insatisfeita com o resultado. Com a popularização da profissão que se deu nos últimos 15 anos, foi vendo que não era tão caro ter esse profissional. E quando termina a construção ou a reforma, o resultado é o que o cliente imaginava. E o mais interessante disso tudo, não ficou nenhuma mágoa no processo. Era uma mágoa dizer que ‘construí e nunca mais vou construir na minha vida’. É reflexo de uma pessoa que teve uma desilusão com construção civil, de não ter sido orientada, por não ter sido orientada por um profissional que oferecesse resposta a este anseio, a essa demanda. O que acontece? A pessoa cria uma birra, um monstro em cima da construção civil. A culpa era de quem pudesse orientá-la, desse um feedback para fazer algo que fosse melhor. Com um bom profissional, a obra será mais tranquila, porque terá os melhores pedreiros, os melhores fornecedores, terá todas as dúvidas esclarecidas pontualmente a cada momento da construção. Porque a construção tem várias etapas, não é uma transação comercial. O projeto é a ponta do novelo. Mas é o que define todo o processo.

Qual é a recomendação que você faz ao cliente?
Um bom projeto e uma boa mão de obra. Independentemente do momento da obra, quer seja o pedreiro que vai fazer o básico, ou o pintor na fase final. Toda a cadeia tem que ser de bons profissionais. Deixa para pechinchar na compra do material, porque se for atrás de preço na mão de obra, junto vem com um caminhão de problemas.

Como o arquiteto planeja o projeto de uma construção, por exemplo?
Eu costumo dizer que o arquiteto é meio que um psicólogo. E se não for assim, não funciona, porque para extrair o que está na cabeça do cliente e trazer para o papel, usando instrumento que é o desenho, só se consegue atuando como um psicólogo. O arquiteto precisa ter sensibilidade para entender o que a pessoa gosta, o que ela pretende para o futuro, e tudo isso faz parte do trabalho. Não é fácil você traduzir para o papel um desenho, se não ficar claro o que a pessoa está querendo. Se não ficar entendido no começo, automaticamente você apresenta um projeto que não condiz com a expectativa. Costumo dizer que o trabalho de um arquiteto é como um alfaiate, porque fazemos sob medida.

Neste caso, os projetos se distinguem pelo perfil da pessoa?
Não vai existir um projeto igual ao outro, porque cada pessoa tem o seu estilo. A gente sabe que existe essa prática de arquitetos que têm estagiários e desenhistas, e toda a parte da criação fica para uma terceira. Aqui, não. Todo o processo de criação sou eu quem faço. Isso envolve a entrevista com cliente, fazendo um briefing para o cliente confirmar se é isso que ele gosta.

As pessoas estão se tornando mais exigentes na hora de construir?
Essa consciência está crescendo muito. E bato na tecla que existia, em um passado recente, projetos padronizados. As casas eram meio que iguais, com telhado de duas águas, padrão simples de dois ou de três quartos, um único banheiro e uma única vaga na garagem. Havia pouca diferenciação na tipologia arquitetônica. Isso por uma série de fatores. Voltando no que havia falado, não tínhamos tantos arquitetos, por isso a construção tinha um custo mais elevado. Com a popularização, mais do que ter um teto para morar, a pessoa quer que a casa reflita o estilo de vida, sua personalidade. Um imóvel está meio que como um automóvel. Um homem procura um carro que reflita seu estilo de vida. A casa vem meio que por aí também. Recebo casais que querem uma casa com intuito de receber amigos, com uma boa área de lazer, piscina, que tenha uma área social acoplada ao lazer. Porque o estilo desse casal é receber os amigos. Se não for dessa forma, entendo que ele não estará feliz com o projeto. Quando a pessoa parte para a compra do imóvel, depende se é o primeiro ou segundo imóvel, poder aquisitivo, mas aí entra para um outro leque de opções. Digo que do ponto de vista financeiro, construir ainda é o melhor negócio, mesmo com as dores de cabeça que podem existir no processo. O retorno econômico é melhor.

O trabalho corporativo também faz parte do seu rol de projetos?
Faço alguns trabalhos corporativos de grande porte, de alto padrão. O que a pessoa procura para a vida pessoal também busca para a vida profissional. Antigamente as empresas se preocupavam com o que estavam produzindo. Mas os escritórios destas empresas possuíam mobiliário convencional, muito parecido entre uma empresa e outra. Havia uma padronização. Hoje, o que tenho visto, da pequena empresa às grandes multinacionais, preocupação muito grande para traduzir para o prédio, para as instalações de seus colaboradores, algo que reflita a imagem da empresa. As empresas querem traduzir seu conceito na arquitetura. Portanto, não basta o produto ser bom. Tem que ser bom em todos os níveis. E arquitetura reflete muito nisso, porque é a cara que você quer dar para a sua empresa. Reflete muito na organização.

Seu envolvimento com Mogi Mirim é muito nítido, com projetos sociais e de preservação histórica.
Mogi Mirim está muito sofrida neste âmbito de preservação histórica, porque não tivemos políticas que fossem eficientes para a preservação. Fiz parte do conselho de cultura, ao lado de um time de grandes profissionais e pessoas ligadas à preservação. Naquela ocasião fiz um projeto para a revitalização da praça Rui Barbosa. Porque quando saí da faculdade em 1998, fiz um curso do Alberto Varas, a maior autoridade em revitalização de espaços urbanos degradados. Quando vim para Mogi Mirim, e isso era uma matéria complementar, pude ver que a praça estava totalmente degradada e propus um projeto que a administração do Paulo Silva tentou encaixar com a Lei Rouanet. Infelizmente a praça está do jeito que está. Me envolvi também em outros projetos de preservação, inclusive no Centro de Documentação Histórica, para preservar casarões e prédios históricos de demolição parcial ou total.
Sobre as entidades, fiz projetos para algumas delas, como o Lar Maria de Nazaré. Fiz um trabalho voluntário para ajudar instituições que não tem condições de ter um projeto pensado inclusive em ampliações e reformas. Porque se a gente está falando aqui que a pessoa na vida privada quer viver bem, na vida profissional quer ter um local de trabalho, pressupõe que nestas instituições seus funcionários e dependentes também gostariam de ter. E o acesso é difícil. Algumas instituições trabalham no vermelho, sem condições de reformas. Por isso apresentei projetos para de planejamento, adequados com a necessidade.

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Avenida Brasil 1.235, Centro, Sobreloja

Contato: (19) 3862-6644

www.alcantaradias.com.br

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escrito por: Jornal O Impacto

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