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Blog do PHT: Solidariedade já admite “manter” doutora Lúcia

Blog do PHT: Solidariedade já admite “manter” doutora Lúcia

Por Paulo Henrique Tenorio

Está nas mãos da executiva nacional do partido Solidariedade o futuro da médica Lúcia Tenório, eleita como vice-prefeita na chapa de Carlos Nelson Bueno (PSDB) nas eleições disputadas em 2 de outubro. Lúcia foi alvo de um processo de expulsão movido pelo Solidariedade estadual. O direção do partido em São Paulo pretendia apoiar a candidatura de Ricardo Brandão (PMDB), e não a de Carlos Nelson, conforme havia sido decidido em convenção.

Todo imbróglio teve início ainda no período de pré-campanha, quando o Solidariedade tentou intervir na executiva municipal, expulsando o seu presidente, o vereador Leonardo Zaniboni, o Léo. Na Justiça local, Léo conseguiu permanecer no cargo e assegurou o apoio do partido à candidatura de Carlos Nelson, uma vez que uma filiada da sigla figurava como candidata a vice.

Mesmo assim, a executiva estadual persistiu. Duas semanas antes das eleições, Lúcia foi notificada do processo de expulsão, que acabou se concretizando na quinta-feira anterior ao pleito municipal. O presidente estadual do Solidariedade, em entrevistas para o jornal O Impacto, assegurou que o processo seguia fielmente o que rezava o estatuto do partido, muito embora Lúcia poderia evitar a expulsão com o simples fato de recorrer à comissão de ética do partido. O recurso suspendia, em tese, sua pena.

Na semana passada, o Solidariedade prometeu apresentar um desfecho. Que não veio. Nesta segunda-feira (24), por telefone, Davi Carvalho declarou que o processo de Lúcia Tenório foi entregue à executiva nacional do partido. E que acredita que será revisto o processo de expulsão pelo fato dela ter sido eleita como vice-prefeita. “Ela foi eleita, acho difícil acontecer alguma coisa”, sentenciou Davi, numa conversa rápida, bem menos crítico se comparado com o comportamento que ele teve duas semanas atrás, quando declarou para O Impacto que “iria expulsar Lúcia” a qualquer custo.

Ou seja, o episódio que, para muitos foi perseguição política para prejudicar a campanha de Carlos Nelson, só demonstra como são conduzidos os partidos políticos. Até mesmo a ameaça de destituição da comissão provisória do Solidariedade em Mogi Mirim parece ter sido esquecida, passadas as eleições em que Carlos Nelson obteve, nas urnas, vitória nas eleições em 2 de outubro. O desfecho do caso Lúcia Tenório deve vir até sexta-feira, segundo a promessa de Davi Carvalho, que parece estar ciente que nada poderá fazer contra uma vice eleita pelo voto popular.

Foto: Silveira Júnior/O Impacto

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