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Cristiano Gaiotto sugere construir nova sede ao Legislativo

Cristiano Gaiotto sugere construir nova sede ao Legislativo

Longe de um desfecho favorável, a saída da Câmara do Palácio de Cristal, pelo consequente rompimento do contrato de locação do imóvel à praça São José, ganha um novo capítulo. O vereador Cristiano Gaiotto (PP) apresentou a sugestão para que o Legislativo estude a possibilidade de construir uma sede própria, em área do Município. A proposta será encaminhada ao presidente da Casa, Jorge Setoguchi (PSD).

Há duas semanas, ao ser indicado para presidir a comissão que está responsável por estudar mecanismos legais e viáveis para o rompimento do contrato de locação do ‘Palácio de Cristal’, Gaiotto disse que era possível deixar o imóvel em até 45 dias. A solução era acomodar o setor administrativo nas salas que existem no prédio onde está o plenário, e levar assessores e vereadores para o gabinete do prefeito, que será cedido pela Prefeitura.

“Enquanto não se reforma o prédio da Câmara, podemos ficar lá sim. Seria uma situação provisória. Temos que sair desse aluguel – de quase R$ 27 mil – o quanto antes”, apontou. Na semana passada, em reunião com os vereadores, reforçou sua proposta inicial, mas, segundo o próprio Gaiotto, foi voto vencido. “Eles (vereadores) só querem sair (do Palácio) após a reforma do prédio, para dar estrutura aos assessores”, apontou.

Essa posição foi ratificada na sessão do dia 13 de fevereiro. “Sou a favor de sair desse aluguel, mas, precisamos oferecer condições dignas de trabalho, não apenas para os nossos assessores, mas, também para os funcionários da Câmara. E não há a mínima condição de colocar alguém naquele local embaixo (prédio do gabinete)”, defendeu, por exemplo, o vereador Geraldo Vicente Bertanha, o Gebê (SD).

Depois surgiu outra possibilidade. A vereadora Sônia Rodrigues (PP) sugeriu ampliar o prédio da Câmara, onde está o plenário, construindo novos gabinetes sobre o estacionamento usado pelo legislativo, ao lado do Paço Municipal. “Pelo menos estaríamos mexendo em algo que é da Câmara”, disse a vereadora. Ela demonstrou preocupação no fato de que o imóvel do gabinete cedido pela Prefeitura pode ser solicitado pelo executivo, deixando o legislativo na mão. Assim, seria estudado um projeto que não contemplaria o prédio usado atualmente por Carlos Nelson Bueno (PSDB).

Com base no que os vereadores têm defendido e opinado, Gaiotto apresentou uma nova opção: construir um prédio próprio para a Câmara. E o argumento está amparado em números. “A reforma deve custar quase R$ 500 mil, levando-se em conta o projeto e a obra, contemplando todo o imóvel do gabinete do prefeito. Temos ainda a multa pelo rompimento do contrato e o restante dos alugueis até sair do Palácio. Vale mais a pena construir um prédio novo”, frisou.

Somando o custo com a reforma, o pagamento com o aluguel do Palácio – pelo menos cerca de R$ 300 mil até o final do ano, que é o prazo estimado para a conclusão da reforma –, a proposta de acordo feita pelo empresário Nilson Higino, que responde pelo imóvel, foi de R$ 540 mil, dividido em 24 vezes – o vereador entende que a Câmara empenharia menos recursos na construção de uma sede.

“Conversando com arquitetos e engenheiros, um prédio não muito luxuoso, para abrigar todos os gabinetes, inclusive, do setor administrativo, ficaria em torno de R$ 700 mil a R$ 800 mil. Com o plenário junto, chegaria próximo de R$ 1 milhão”, estimou. Gaiotto já conversou com alguns vereadores sobre a possibilidade e, segundo ele, a maioria foi favorável.

Por essa razão, vai encaminhar um ofício ao presidente Jorge Setoguchi (PSD), solicitando estudos nesse sentido, bem como solicitar a indicação de área ao Município. “Sabemos que o Município tem algumas áreas interessantes na Vila São José e no bairro Saúde, por exemplo. Seria um patrimônio do município”, reforçou. Nesse sentido, Gaiotto defende a saída imediata do Palácio, acomodando normalmente o administrativo nas salas do prédio do plenário, e deixando assessores e vereadores nos respectivos lugares que ocupam nas sessões.

E quando a construção da nova sede ficar pronta, ele ressaltou que a própria administração municipal seria beneficiada, porque poderia ocupar tanto o prédio onde está o plenário, quanto o atual gabinete do prefeito, acomodando secretarias que funcionam, atualmente, em imóveis locados.

RESISTÊNCIA
No entanto, Gaiotto já tem sentido certa resistência. “Percebo que hoje sou o que mais luta para sair logo daqui. Estou meio que decepcionado”, desabafou. Por outro lado, não esconde que a maior preocupação do Legislativo no momento é com o pagamento da multa pela rescisão contratual. O valor da multa prevista em contrato equivale a 20% do restante do aluguel a ser pago até o fim da duração do contrato.

Hoje, esse valor giraria em torno de R$ 600 mil. Nilson Higino propôs R$ 540 mil, quitados em até dois anos. “Esse valor pode ser menor. Caso contrário, podemos ir para a Justiça”, disse. No entanto, o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo já orientou a Câmara a recorrer a um acordo amigável e dependendo do valor pago, pode haver apontamentos na prestação de contas. Desse modo, Gaiotto lamenta a possibilidade de a Câmara seguir no Palácio de Cristal pelo menos até o final do ano.

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escrito por: Jornal O Impacto

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