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Opinião: Sem Carlos Nelson, qualquer pré-candidato passa a ter chance

Opinião: Sem Carlos Nelson, qualquer pré-candidato passa a ter chance

Por Paulo Henrique Tenorio

Se é verdade que a popularidade de Carlos Nelson Bueno (PSDB) batia nos 40%, como eu mesmo pude verificar em algumas vezes nestas sondagens feitas entre 2015 e este ano, a ausência do ex-prefeito da disputa eleitoral abre uma possibilidade ímpar para os pré-candidatos lançados até o momento. Com uma observação: qualquer nome, qualquer um mesmo, passa a ter chances diante de um cenário tão improvável, há pouco mais de um mês para as convenções partidárias.

Antes que atirem a primeira pedra, cabe sempre explicar que a popularidade de Carlos Nelson é sintoma da rejeição do governo Gustavo Stupp (PDT). Carlos Nelson tinha rejeição superior a 70% quando deixou a Prefeitura de Mogi Mirim, em dezembro de 2012, mas conseguiu reverter sua avaliação ao passo que seu sucessor tratou de se autocondenar perante a população. Stupp ajudou a ressuscitar Carlos Nelson, que vinha costurando apoio dos mais diversos para retornar ao poder.

Conseguiu, de bate-pronto, retornar para o PSDB e se livrar, de tabela, de uma pedra que tinha em seu caminho: Maria Helena Scudeler de Barros. Maria Helena conseguiu guarida no PSB, onde parece estar muito mais à vontade do que esteve durante mais de 20 anos no ninho tucano.

Depois, Carlos Nelson foi atraindo apoiadores. Conseguiu reatar com o deputado Barros Munhoz (PSDB) e trouxe para si os apoios de PSD, Solidariedade e o PPS – este último entre a cruz e a espada, entre Carlos Nelson e o pré-candidato Ricardo Brandão (PMDB).

Mas, nem tudo foram flores. Vieram as baixas. A saída de Cinoê Duzo do PSD causou certo abalo no projeto político de Carlos Nelson. Mas, nenhum outro motivo causou mais dúvida em relação ao ex-prefeito se não a própria insegurança jurídica. Carlos Nelson, com as contas municipais rejeitadas em 2007 e 2012 pelo Tribunal de Contas do Estado, também acumula problemas na esfera judicial. O golpe fatal foi dado nesta segunda-feira (20), por mais que os advogados sempre venham com a saída que “cabe recurso”. Cabe, mas o estrago está feito. Inevitavelmente, a imagem foi arranhada.

Cabe ainda mais uma ressalva. Não é apenas Carlos Nelson que está fora da disputa eleitoral. A ex-vice dele, Flávia Rossi, candidata a prefeita derrotada nas eleições passadas, também fica inelegível e impedida de concorrer. O PSDB perdeu três candidatos de uma só vez: Carlos Nelson e Flávia, nesta segunda-feira, mas antes, abriu mão de Maria Helena, que seria hoje a solução para o ninho tucano. Ironia do destino.

O que será daqui pra frente? Bem, não arrisco nada, porque o cenário está totalmente incerto. Bom para Osvaldo Quaglio, pré-candidato a prefeito pelo PSDB e cortejado por Ricardo e Maria Helena, com a possibilidade de figurar como vice em uma destas chapas. Quem aparece bem nessa disputa? Bom, Cinoê Duzo parece ter lenha para queimar dentro do PSB. Mas, não se esqueça que há outros pré-candidatos em potencial. Não ouso, nesta segunda-feira, 20 de junho de 2016, ignorar nome algum.

Vencerá quem conseguir formar uma aliança consistente. O isolamento levará partido e candidato ao fracasso. E um bom fiel na balança atende pela sigla PSDB. Um partido que chegou a ter nas mãos três fortes nomes, e que hoje, porém, corre o sério risco de permanecer como coadjuvante na corrida eleitoral em Mogi Mirim.

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escrito por: admin

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